Artigo publicado no jornal Folha S. Paulo disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/08/1500641-ricardo-abramovay-o-pacto-pela-vida.shtml

Eduardo Campos tem fama de bom gestor. Habitualmente, esta é uma reputação associada à frieza e ao poder autônomo dos números e das técnicas.

No caso dele, entretanto, a capacidade gerencial somou-se à formação humanista e permitiu inovar e obter resultados consideráveis no enfrentamento do mais grave e difícil problema brasileiro: a violência. É um tema que desperta os piores sentimentos nas pessoas (medo, ódio, vingança) e que abre caminho, na esfera pública, à demagogia, à simplificação e, sobretudo, à ideia de que a força e a coragem do governante e de seu corpo armado são suficientes para dar segurança ao cidadão.

O fator decisivo de qualquer política pública são os valores e os princípios em que ela se apoia. Campos recusou o caminho fácil (e ineficiente) da repressão indiscriminada e pautou a política de segurança pública pelo respeito aos direitos humanos e pela ampla participação social em sua elaboração e execução.

As organizações responsáveis pelo combate ao crime são sempre portadoras de uma cultura. Em Pernambuco, foi levado adiante um extraordinário trabalho educativo para que a repressão fosse qualificada, não provocasse mortes e rompesse com a prática secular de criminalização da pobreza, como explica José Luiz Ratton, pesquisador sobre o tema e professor da Universidade Federal de Pernambuco, convocado por Campos para elaborar o programa de segurança pública do governo do Estado.
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Entrevista concedida ao Especial Lixo National Geographic – 12/2013 disponível no Planeta Sustentável em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/ricardo-abramovay-e-a-riqueza-do-lixo-763575.shtml

Em 2014, a Política Nacional de Resíduos Sólidos entrará em vigência e, com ela, uma nova era para o destino do lixo e a forma como o descartamos. O sociólogo Ricardo Abramovay, que lançou publicação sobre o tema este ano, comenta como isso deve acontecer, destacando a urgência de frear o consumo de recursos naturais e estimular a reciclagem

Afonso Capelas Jr. e Matthew Shirts

Responsabilidade compartilhada, poluidor-pagador, logística reversa. Daqui em diante vamos conviver com esses e outros termos até agora estranhos. Eles passam a fazer parte do cotidiano dos brasileiros e revelam uma nova era na destinação do lixo, com o início da vigência, a partir de meados de 2014, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ela prevê o fim dos malcheirosos lixões a céu aberto e a certeza de que a sociedade terá papel decisivo na destinação adequada do lixo. Inclusive o cidadão comum.

Quem revela o significado dessas expressões e como será a vida quando vigorar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é Ricardo Abramovay, professor de economia da Universidade de São Paulo especializado em desenvolvimento sustentável.

Sobre o tema, ele e colegas lançaram o estudo Lixo Zero – Gestão de Resíduos Sólidos para uma Sociedade Mais Próspera, disponível em formato digital pelo Planeta Sustentável (que lançou Muito Além da Economia Verde, de sua autoria, em 2012), do qual é conselheiro. O economista alerta que se deve frear a exploração dos recursos naturais e estimular a reciclagem: “Lixo é riqueza, não pode ser desperdiçado”.

Qual é o ponto crucial da Política Nacional de Resíduos Sólidos?
É a chamada responsabilidade compartilhada. Ela sinaliza que estamos todos incumbidos de dar destinação correta ao lixo produzido: as prefeituras, os governos estaduais e federal, as empresas e o próprio consumidor. É importante delimitar em que consiste o compromisso de cada um; sobretudo, saber quem paga a conta. Para o consumidor, a responsabilidade compartilhada exige que ele separe seu lixo, preparando-o para a reciclagem, sob pena de multa. A lei prevê também o conceito da responsabilidade estendida. Com ela, o produtor ou o importador (denominados poluidores-pagadores) terão de responder pelo envio apropriado dos rejeitos do que venderem ao consumidor final, incluindo a estruturação da logística reversa – o recolhimento e a devida reciclagem desses produtos pós-consumo –, para que tenham destinação mais adequada que não os aterros.

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Ricardo Abramovay participa do programa da Petria Chaves, no programa Caminhos Alternativos na Rádio CBN, em bate papo sobre os desafios da economia para se tornar uma ciência sobre a Ética do Cuidado.

Publicado em 03 de agosto de 2013 em: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/caminhos-alternativos/CAMINHOS-ALTERNATIVOS.htm#ixzz2b1PUYVXI

Ricardo Abramovay participou do documentário “Maquinacidade”, dirigido por Marco Nalesso. O filme é um ensaio artístico sobre o impacto do paradigma  industrialista de São Paulo sobre a vida de seus habitantes.

En el marco de la Conferencia Internacional IARSE 2013, Ricardo Abramovay (@abramovay en Twitter) realizó la presentación oficial de su libro “Más allá de la Economía Verde”.

El Profesor titular del Departamento de Economía y del Instituto de Relaciones Internacionales de la Universidad de San Pablo disertó sobre la economía sustentable y la ecoeficiencia, desarrollando los pilares fundamentales que llevarán a la superación de la crisis actual y a un cambio de paradigma.

Masalla Prelim

Consulte el prefacio y la presentación del libro en el link: http://goo.gl/iPzCD

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Matéria publicada no jornal uruguaio “El Pais” em junho de 2013. Disponível em: http://www.elpais.com.uy/economia-y-mercado/capitalismo-recursos-prosperidad-sustentabilidad-contaminador.html

ANÁLISIS

Por un capitalismo que tenga en cuenta los recursos naturales

Luis Custodio

El consumo de materiales, energía y las emisiones caen por unidad de valor pero globalmente no cesan de aumentar. Al tiempo que intentan reducir sus impactos ambientales, hay empresas con metas de crecimiento en sentido opuesto.

Para el economista brasileño Ricardo Abramovay, el carácter no sustentable de la economía refleja consecuencias económicas y financieras: si algunas empresas siguen ganando, pierde el planeta. El autor de “Más allá de la economía verde” advierte que el tiempo apremia ante los problemas ambientales y pone el ejemplo de algunas prácticas corporativas que toman en cuenta ese reto. A continuación, un resumen de la entrevista.
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Os italianos Luigino Bruni, professor de economia da Lumsa University, em Roma, Stefano Zamagni e Johns Hopkins, ambos da da University of Bologna lançaram o “Handbook on the Economics of Reciprocity and Social Enterprise” (em inglês), para o qual Ricardo Abramovay escreveu o artigo “Philanthropy beyond the sectoral approach”. O texto está disponível na íntegra, em inglês, no pdf abaixo. O livro, com todos os artigos, acaba de ser lançado e está a venda pela internet na E-elgar e no site da Amazon.

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Um mundo de abundância, em que a concepção criativa e o uso adequado dos produtos representam o caminho para superar as  fronteiras em que o desenvolvimento sustentável está hoje enclausurado. Um mundo em que cidades funcionam como florestas, recuperando o que é comumente tratado como lixo, em que a melhor energia é a que vem do sol, do vento, e onde as emissões fósseis ainda remanescentes convertem-se em alimentos para nutrientes biológicos e não em aquecimento global. Uma economia que não se restringe a reduzir danos, a fazer menos mal, mas tem como objetivo central regenerar os ecossistemas degradados e, por aí, oferecer novas fontes de dinamismo às sociedades humanas, cultivando aquilo que Emerson, o precursor  americano do ambientalismo contemporâneo, chamava de profusão calculada. Em suma, um mundo em que a matéria, a energia e os recursos bióticos dos quais dependemos não respondem a uma lógica linear (extrair-produzir-usar-jogar), nem mesmo a uma lógica circular de ciclo fechado, mas a um movimento em espiral em que a atividade econômica resulta num conjunto de nutrientes técnicos e biológicos para a produção de novos bens e serviços.

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